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Cefaleias

As cefaleias podem ser classificadas em primárias e secundárias, de acordo com sua etiologia. A maioria das crianças apresentará cefaleia em algum momento da vida. A dor de cabeça, ou cefaleia, é, antes de qualquer coisa, um sintoma e pode estar presente em variados quadros clínicos, desde um simples resfriado até uma meningite. Nesses casos, como parte de uma doença, a cefaleia se apresentará com outros sintomas (febre, tosse, mal-estar, convulsões) e são classificadas como cefaleias secundárias.

É Importante lembrar que Distúrbios visuais de refração e sinusite crônica são causas pouco frequentes de cefaleia, e muitas vezes, crianças recebem tais diagnósticos como a causa de sua dor e erroneamente são conduzidas e orientadas para um tratamento eficaz , visto que sabe-se que a principal causa de cefaleia crônica, tanto em adultos como em crianças , são as enxaquecas , conhecidas como cefaleias primárias.

As cefaleias primárias são aquelas cujos sintomas e característica da dor definem a doença do paciente, ou seja, a dor de cabeça é a própria doença e estão inclusas nesse grupo as enxaquecas, cefaleias tensionais e cefaleias em salvas.

A enxaqueca é a cefaléia crônica recorrente mais freqüente na infância. Sua incidência varia de 2,5% a 4,5%, em crianças pré-adolescentes em idade escolar, com distribuição praticamente igual entre os sexos e ligeiro predomínio no sexo masculino. Há um aumento na incidência durante a adolescência e a idade de adulto jovem, com índices que variam de 10% a 25%, com nítido predomínio no sexo feminino.

A história é de suma importância para o diagnóstico correto da cefaléia na infância. Sempre que um paciente for atendido com queixa de cefaleia, deve-se caracterizar o tipo de dor e diferenciar de quadros agudos e crônicos, e consequentemente diferenciar cefaleias primárias de cefaleias secundárias. A obtenção dos dados sobre as características e qualidades do fenômeno doloroso nem sempre é tarefa fácil, principalmente em crianças na idade pré-escolar.

Respostas a questões específicas, como duração, frequência, localização, tipo de dor, intensidade, sintomas associados, fatores de alívio e piora da dor contribuem para o diagnóstico. Questões adicionais referentes a sintomas neurológicos específicos, tais como ataxia, letargia, crises convulsivas, distúrbios visuais, alterações no comportamento, devem ser parte integrante da história, além daquelas perguntas normalmente realizadas durante uma história pediátrica geral. Deve-se estar particularmente atento àquelas cefaléias de início súbito, mudança nas características de apresentação de uma cefaléia crônica, dor localizada num único local, dores que despertam a criança durante a noite ou associação com sintomas neurológicos específicos, pois freqüentemente estas características ocorrem nas cefaleias cuja etiologia é uma causa orgânica específica, e que necessitam de uma intervenção mais urgente.

Os tratamentos também variam de acordo com a causa e comumente, pacientes com diagnóstico de enxaqueca necessitam de tratamento medicamentoso em conjunto com medidas não medicamentosas para controle e tratamento da dor crônica, estando aí o ponto fundamental da avaliação e acompanhamento por um especialista ( neurologista), visto que crises frequentes de cefaleia podem se relacionar com piora nas atividades escolares, distúrbios de comportamento, afetando a qualidade de vida dos pacientes e familiares.

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